
Também o seu filho penara de botas e
camuflado no mato de Nampula. Tornara à
metrópole ao fim duns tempos, sem
arranhões. Que era valente. Saía ao pai, graças a
Deus.
Olhando a rua desinteressado pela
janela, como se houvesse
entre ele e o mundo uma
nuvem branca
que o não deixasse ver nada, Tomé
escutava confidente o
motorista de Taxi,
que tinha o tique despreocupado de
afagar o bigode vicking e
uma taberna na Rua das Pretas à
espera dele depois do turno com um
jarro de vinho e um prato de
pipis.
Largá-lo-ia no cais da Rocha com a
esposa magra e o filho pequeno, que lhes
perguntava a cheirar a
Toddy o sentido da
pátria.
Tomé apertou-o, enquanto deixava desa-
parecer, imperturbável como um
vicking
a quem não morrem os
filhos
valentes, o motorista de Taxi. Ali
ficaram, cabisbaixos, sob a sombra do
grande navio, esperando o mano devolvido à
terra numa caixa de pinho, com o
dever cumprido. Ao vento, no mastro, o
escudo pomposo e os
castelinhos.

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