19 de julho de 2010

a filha do embaixador













Como rematando um show de barras assimétricas, des-
fez-se gímnica do cavalinho após o
flash,
correndo para ele com o seu dinâmico
corpo raquítico
e as tranças louras esguedelhadas, à

boneca de trapos.

Avistara-o junto à tília do jardim com a
bola de basquete,
enquanto esperava sobre o
pónei com rabo de corda o passarinho do

senhor fotógrafo.

Partiria no dia seguinte para a capital da
bola de creme, onde os
bonecos dos semáforos tinham
chapéu de agricultor e
corpo de saloio atarracado. Para a não
esquecer, deixar-lhe-ia de recordação a
fotografia do cavalinho e o

bastãozinho

de majorette com que marchara no
carnaval.
Frau Böll chamou-a, que tinham de ir à
cabeleireira e à Rosinha dos

atoalhados.

Que a não esquecesse. Nem que forçada a pular o
muro, regressaria. Havia de
vê-lo, daí a uns anos, a encestar da
linha de lance livre com a
camisola do

Sangalhos.

Nenhum comentário: