
Como rematando um show de barras assimétricas, des-
fez-se gímnica do cavalinho após o
flash,
correndo para ele com o seu dinâmico
corpo raquítico
e as tranças louras esguedelhadas, à
boneca de trapos.
Avistara-o junto à tília do jardim com a
bola de basquete,
enquanto esperava sobre o
pónei com rabo de corda o passarinho do
senhor fotógrafo.
Partiria no dia seguinte para a capital da
bola de creme, onde os
bonecos dos semáforos tinham
chapéu de agricultor e
corpo de saloio atarracado. Para a não
esquecer, deixar-lhe-ia de recordação a
fotografia do cavalinho e o
bastãozinho
de majorette com que marchara no
carnaval.
Frau Böll chamou-a, que tinham de ir à
cabeleireira e à Rosinha dos
atoalhados.
Que a não esquecesse. Nem que forçada a pular o
muro, regressaria. Havia de
vê-lo, daí a uns anos, a encestar da
linha de lance livre com a
camisola do
Sangalhos.

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