
Plantando Mariana do outro lado do
auscultador, ao toque dramático do telefone ninguém
acorreu. Talvez Cristina o não escutasse com o
secador de cabelo. Pior Arlete, que surda era como uma
porta e nesse instante rezaria o
terço.
Onde estava Aurora àquela hora, pregando-a no
Éden com os bilhetes na
mão? Luigi esperava-a noutra parte da
cidade, cantando para dentro uma
canção nervosa. Pensou-a descendo o degrau do
eléctrico, entre os homens com
chapéus e gabardines,
que subiam anímicos ao Restelo para o
jogo da bola.
Os olhos cravaram-se-lhe penosamente nos
ponteiros do Ômega. Se não era
Aurora, onde estava ela àquela hora, causando-lhe
cólicas bogartianas? Altiva chegou, de cintura estreita e
chapéu clássico,
como Ingrid Bergman. Olharam os
Jerónimos,
pela última vez, e a via sacra do jardim, onde aos
domingos se comportavam como um
casal de pombos.
Chegariam, céleres, da Calábria, mil desculpas a
Mariana. E o relato dum
amor
inexplicável, como se Aurora desaparecera
verdadeira
do bairro de Alcântara com o
Humphrey Bogart. Como num
filme.
The End.
Para ti, lagartinha...
como Ingrid Bergman. Olharam os
Jerónimos,
pela última vez, e a via sacra do jardim, onde aos
domingos se comportavam como um
casal de pombos.
Chegariam, céleres, da Calábria, mil desculpas a
Mariana. E o relato dum
amor
inexplicável, como se Aurora desaparecera
verdadeira
do bairro de Alcântara com o
Humphrey Bogart. Como num
filme.
The End.
Para ti, lagartinha...

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