
Quando crescesse, teria também uma
cartola alta
e um fino bigode, para se exibir no
Cardinalli. Pediria a mão da
princesa Narda
e desposá-la-ia em Xanadu, num
quarto com cama de dossel e
televisão,
para verem juntos a
eucaristia dominical.
Adepto fanático do Mandrake, só desejava que o
célebre mágico dos quadradinhos
o transformasse num
pterodáctilo
à solta no dia do exame, que diziam ter
contas de fugir e
ditados custosos.
Deus, Senhor, que o perdoasse, mas gostaria que um
hectolitro de água benta se evaporasse por
cada verbo mal conjugado ou
tropeção nos
decimais.
Se o velho Mandrake não cumprisse, vestiria a
pele dum pobre moçárabe reconvertido e
partiria para o
Magrebe,
mesmo sabendo que no meio da
cáfila não acharia uma
doce Narda para o consolar nesse
infortúnio.
O exame é que não.

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