15 de maio de 2010

dama das camélias












Deixava a escola com o
paizinho, que se transportava numa
Lambretta.
Diego erguia-se no muro do pátio em
bicos
de
pés,
para a ver partir de cabelo esvoaçante, com pinta de

jockey.

Sonhava-se dono da
motoreta, que imaginava da cor do
ébano, com um Z, no flanco, em
labaredas.
Sonhou-se nela, de capa e espada e
chapéu negro, em direcção a um
campo de sorgo ou de
algodão
no meio do

México,

com o coração da sua señorita a soar-lhe nas
costas e ele o herói. Elena ela, arranjadinha de
alto
a
baixo
como a donzela do
mascarilha,
com o seu clássico vestido folhado e a
flor vermelha no
cabelo.
Que mosca lhe dera pelo

Entrudo,

tomando el Zorro por cabotino? – desceu-se da
mota,
vestida à Dama das Camélias e, com passinhos de
mademoiselle,
arredou-se dele, que a procurava do meio do
pátio em pose patética de
espadachim.
Aristocrática, foi abraçar com
traje cortês e almiscarada de pó de arroz o

Pimpinela Escarlate!...

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